Coma induzido: indicações, como é feito e quanto tempo para acordar

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O coma induzido é uma sedação profunda que é feita para ajudar a recuperação de um paciente que está muito grave, como pode acontecer após um AVC, trauma cerebral, infarto ou em doenças pulmonares, como em uma grave pneumonia, por exemplo. 

Este tipo de sedação é feito por medicamentos, como os utilizados na anestesia geral, e por isso, a pessoa pode acordar após horas ou dias, quando o paciente estiver se recuperando ou o médico achar aconselhável. Desta forma, o coma induzido é diferente do coma provocado por doenças, pois este não é pode ser previsível e não depende do controle do médico.

Geralmente, o coma induzido é realizado em ambiente de UTI, pois é necessário o uso de aparelhos que ajudam a respirar, assim como uma ampla monitorização de todos os dados vitais do paciente, a fim de evitar complicações, como parada respiratória, parada cardíaca ou reação ao efeito do medicamentos, por exemplo. 

O que é coma induzido e quando é necessário

Quando é necessário

O coma induzido é um tipo de sono profundo provocado por medicamentos sedativos, pode ser necessário quando o paciente tem um quadro de saúde muito grave ou delicado, como:

  • Traumatismo craniano, causado por acidentes ou quedas. Confira quais são as consequências do traumatismo craniano para o organism;
  • Crise epiléptica que não melhora com medicamentos;
  • Doença cardíaca grave, devido a infarto, insuficiência do coração ou arritmias, por exemplo. Entenda o que pode causar a insuficiência do coração e como tratar;
  • Insuficiência grave dos pulmões, causada por pneumonia, enfisema ou câncer, por exemplo;
  • Doença neurológica grave, como um grande AVC, meningite ou tumor cerebral. Saiba como é feito o tratamento do AVC para evitar sequelas;
  • Após uma cirurgia complicada, como a cirurgia cerebral, cardíaca ou após algum acidente grave;
  • Dor que não melhora com medicamentos, como em grandes queimaduras ou câncer avançado;
  • Em casos de intensa agitação ou para diminuir memórias desagradáveis.

Nestes casos, o coma é induzido para que o cérebro e corpo tenham maiores chances de se recuperar, já que o organismo vai poupar energia por não estar ativo, além de que e a pessoa não sentirá dores ou desconfortos por causa da condição grave.

Nos casos de graves doenças pulmonares, como pneumonia, a sedação também facilitará a colaboração com o aparelho respirador, permitindo uma melhor oxigenação do organismo que estava prejudicada pela doença. Saiba mais sobre os tratamentos que ajudam a oxigenação do corpo na insuficiência respiratória.

Como é feito e quanto tempo dura 

O coma induzido é provocado por medicamentos sedativos como Midazolam ou Propofol, administrados em doses controladas e injetadas na veia, geralmente na UTI, com efeito que pode durar por horas, dias ou semanas, até que seja interrompido devido a melhora do quadro clínico do paciente ou para que o médico possa realizar avaliações clínicas.

O tempo para acordar também varia de acordo com a metabolização do remédio pelo organismo da pessoa. Além disso, a recuperação do paciente depende de cada caso, portanto, se a pessoa irá sobreviver ou ter sequelas, dependerá do tipo da doença, da gravidade e das condições de saúde da pessoa, influenciadas por questões como idade, condições de nutrição, uso de medicamentos e gravidade da doença. 

A pessoa em coma induzido consegue escutar?

Quando está em coma profundo, a pessoa não está consciente e, portanto, não sente, não se mexe e não ouve, por exemplo. Entretanto, existem vários níveis de sedação, a depender da dose do medicamento, por isso, quando a sedação é mais leve é possível ouvir, se mexer ou interagir, como se estivesse sonolento.  

Possíveis riscos do coma induzido

Como a sedação é realizada por medicamentos anestésicos, semelhantes ao que se usa na anestesia geral, e algumas complicações podem acontecer, como:

  • Alergia ao princípio ativo da medicação;
  • Redução dos batimentos cardíacos;
  • Parada respiratória.

Estas complicações são evitadas com a monitorização contínua dos dados vitais do paciente e constante avaliação pelo médico da UTI. Além disto, o quadro de saúde de um paciente que precisa do coma induzido costuma ser grave, e o risco da sedação é menor do que o risco da própria doença.

Saiba mais sobre como funciona a anestesia geral e quais os riscos.

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