Hiperplasia Endometrial – Sintomas e Tratamento


A hiperplasia do endométrio consiste no aumento da espessura do tecido que reveste internamente o útero, devido a uma exposição excessiva ao estrogênio, que pode ocorrer em mulheres que não ovulam todos os meses ou que estejam a fazer terapia de reposição hormonal feita somente com estrogênio.

A hiperplasia endometrial nem sempre está relacionada ao câncer, mas existe risco, e as mulheres que têm maiores chances de vir a desenvolver um câncer endometrial são aquelas que além de estarem mais expostas ao estrogênio, são também obesas, diabéticas ou sofrem com doenças no fígado ou rins. 

Local onde ocorre o aumento da espessura

Local onde ocorre o aumento da espessura

Quais os sintomas

Os sintomas que podem ocorrer em mulheres com hiperplasia do endométrio são sangramento uterino anormal, dor e cólica abdominal e aumento discreto do tamanho do útero, percebido pela ultrassonografia.

O diagnóstico da hiperplasia do endométrio pode ser feito através da observação dos sintomas apresentados e confirmados através da ultrassonografia transvaginal. Saiba o que é e como se realiza o ultrassom transvaginal.

Possíveis causas

A hiperplasia do endométrio é causada pela exposição excessiva ao hormônio estrogênio e isto pode ocorrer quado a mulher não ovula todos os meses, devido a síndrome dos ovários policísticos, durante uma terapia de reposição hormonal, utilizando somente o hormônio estrogênio ou caso a mulher tenha tido um tumor no ovário.

O maior risco de desenvolver a hiperplasia do endométrio ocorre entre os 40 e 60 anos de idade.

Como é feito o tratamento

O tratamento para hiperplasia do endométrio vai depender do tipo de hiperplasia que a mulher possui e da sua gravidade, mas as opções terapêuticas incluem uma curetagem do tecido endometrial ou uso de medicamentos como progesterona ou progestágenos sintéticos por via oral, intramuscular ou intrauterina.

Após o tratamento, aconselha-se a realização de uma biópsia do tecido endometrial para verificar o sucesso do tratamento.

Principais tipos de hiperplasia

Os principais tipos de hiperplasia endometrial são:

Hiperplasia simples do endométrio

A hiperplasia simples do endométrio é caracterizada pelo espessamento do tecido endometrial menos grave que pode ser tratada somente com o uso de medicamentos e com acompanhamento de exames de imagem a cada 6 meses ou de ano a ano.

Hiperplasia cística do endométrio

​A hiperplasia cística do endométrio gera um aspecto de “queijo suíço” nas paredes internas do útero e o tratamento pode ser feito com o uso de medicamentos e curetagem, mas nos casos mais graves, ele pode estar relacionado ao câncer do endométrio.

Hiperplasia focal do endométrio

Hiperplasia focal do endométrio gera os pólipos endometriais que se desenvolvem como uma forma de crescimento localizado, se estendendo através da camada funcional. Com esse crescimento anormal os pólipos se projetam para cavidade uterina, estreitando assim o tamanho normal do útero. 

Hiperplasia atípica do endométrio

A hiperplasia atípica do endométrio é uma lesão endometrial um pouco mais grave que as anteriores e pode estar relacionado ao desenvolvimento de câncer endometrial, seu tratamento vai variar conforme o estadiamento da doença, mas pode incluir a necessidade de retirada do útero. 

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