Nistagmo: o que é, causas e tratamento


O nistagmo é o movimento involuntário e oscilatório dos olhos, que pode acontecer mesmo que a cabeça esteja parada, podendo resultar em alguns sintomas, como náuseas, vômitos e desequilíbrio, por exemplo.

O movimento dos olhos pode acontecer de um lado para o outro, sendo chamado de nistagmo horizontal, de cima para baixo, recebendo o nome de nistagmo vertical, ou em círculos, sendo este tipo chamado de nistagmo rotatório.

O nistagmo pode ser considerado normal, quando acontece com o objetivo de acompanhar o movimento da cabeça e focar em uma imagem, por exemplo, mas também pode ser considerado patológico quando acontece mesmo com a cabeça parada, podendo ser consequência de labirintite, alterações neurológicas ou efeito colateral de medicamento, por exemplo.

O que é o nistagmo, como identificar e tratar

Como identificar o nistagmo

O nistagmo é caracterizado principalmente pelo movimento involuntário dos olhos, podendo ser normal ou decorrente de alguma condição da pessoa, sendo nesse caso chamado de nistagmo patológico. O nistagmo é constituído por dois movimentos, um lento e um rápido. O movimento lento acontece quando os olhos acompanham o movimento da cabeça, focando em um ponto fixo. Quando os olhos atingem o seu limite, o movimento rápido faz com que voltem à posição inicial.

Quando o movimento lento e rápido acontecem mesmo quando a cabeça está parada, os movimentos dos olhos ficam mais perceptíveis, sendo essa condição chamada de nistagmo patológico.

Além dos movimentos involuntários dos olhos, o nistagmo pode ser percebido devido ao aparecimento de alguns sintomas, como desequilíbrio, náuseas, vômitos e tonturas.

Principais causas

De acordo com a causa, o nistagmo pode ser classificado em dois tipos principais:

  1. Nistagmo fisiológico, em que o olhos movimentam-se normalmente com o objetivo de focalizar um imagem quando viramos a cabeça, por exemplo;
  2. Nistagmo patológico, em que os movimentos dos olhos acontecem mesmo com a cabeça parada, sendo normalmente indicativo de que há alterações no sistema vestibular, que é um sistema responsável não só pela audição e manutenção do equilíbrio, mas também por enviar impulsos elétricos ao cérebro e regiões que controlam o movimentos dos olhos.

Além da classificação em fisiológico e patológico, o nistagmo também pode ser classificado em congênito, quando é percebido logo após o nascimento, ou adquirido, que acontece devido a diversas situações que podem acontecer ao longo da vida, sendo as principais causas:

  • Labirintite;
  • Alterações neurológicas de correntes de tumores ou pancadas na cabeça, por exemplo;
  • Perda da visão;
  • Deficiências nutricionais, como a vitamina B12, por exemplo;
  • Acidente Vascular Cerebral;
  • Consumo excessivo de bebidas alcoólicas;
  • Efeito colateral de medicamentos.

Além disso, pessoas portadoras de Síndrome de Down ou albinismo, por exemplo, têm mais chance de apresentarem nistagmo.

O diagnóstico é feito pelo oftalmologista por meio da observação dos movimentos oculares, além da realização de exames específicos, como a eletrooculografia e a videooculografia, por exemplo, em que os movimentos involuntários dos olhos são observados em tempo real e de forma mais precisa.

Como é feito o tratamento

O tratamento para o nistagmo é feito com o objetivo de diminuir a ocorrência dos movimentos involuntários do olho, assim, pode ser indicado pelo oftalmologista o tratamento da causa, podendo ser recomendada suspensão do medicamento responsável pelo nistagmo ou suplementação de vitaminas, quando acontece devido a deficiências nutricionais.

Além disso, o oftalmologista pode indicar o uso de alguns medicamentos que podem atuar diretamente do sistema neurotransmissor, além de poder ser recomendado o uso de lentes de contato.

Em casos mais graves, quando os movimentos involuntários são muito frequentes e acontecem independente da posição da cabeça, pode ser necessária a realização de cirurgia para alterar a posição dos músculos que são responsáveis por mover o olho, melhorando, assim, a capacidade de focalização em objetos, além de melhorar a capacidade visual.

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