Obesidade infantil pode ser herdada dos pais, veja mais causas


A obesidade não é apenas decorrente do consumo excessivo de alimentos ricos em açúcares e gorduras, sendo também influenciada por fatores genéticos e pelo ambiente em que se vive, desde o útero materno até a vida adulta.

Fatores como ter pais obesos e irmãos mais novos aumentam as chances ser obeso, pois os genes e os hábitos alimentares são herdados e afetam toda a família. Saiba quais são algumas situações que favorecem a obesidade, além da má alimentação e sedentarismo.

Causas da obesidade infantil

Causas da obesidade infantil

O que pode causar obesidade infantil 

Cerca de 95% das causas da obesidade na infância estão relacionadas com a má alimentação, sedentarismo e hábitos de vida que são mantidos dentro de casa, e somente de 1 à 5% estão relacionadas a fatores genéticos ou hormonais. Assim, os principais fatores envolvidos na obesidade infantil são: 

1. Má alimentação

O primeiro fator relacionado à obesidade infantil é a alimentação desregrada, porque o acumulo de gordura se dá quando a pessoa ingere mais calorias, açúcar e gordura do que precisa para viver. Assim, o corpo acumula a carga extra para uma necessidade futura, em forma de gordura, primeiro na barriga e depois por todo corpo. 

Cada grama de gordura contém 9 calorias, e ainda que a pessoa coma gordura boa, como a do abacate ou do azeite, se seu corpo não precisar destas calorias, vai armazenar em forma de gordura.

Como combater: Dessa forma, uma das melhores estratégias para emagrecer é comer menos, especialmente menos gordura e açúcar. Assista mais dicas nesse vídeo:

Imagem ilustrativa do vídeo: Como Ajudar Minha Criança a Emagrecer | Obesidade Infantil

2. Vida sedentária

Não praticar exercícios de forma regular faz com que o metabolismo do corpo fique reduzido. Assim, o corpo gasta menos calorias do que a pessoa ingere e se dá o aumento de peso.

Antigamente as crianças se mexiam mais, porque corriam pelas ruas, jogavam bola e saltavam, mas hoje em dia, as crianças se tornaram mais pacatas, preferindo jogos eletrônicos e a TV, que aliadas a uma alimentação exagerada, leva ao excesso de peso. 

As crianças obesas têm maior chance de serem adultos obesos porque é durante a infância que as células que acumulam gordura são formadas. Assim, o excesso de peso na infância faz com que mais células de gordura sejam formadas, favorecendo o acúmulo de gordura durante toda a vida.

Como combater: O ideal é que a criança tenha apenas 1 hora por dia em jogos eletrônicos ou vendo TV e todo tempo livre possa ser gasto com atividades lúdicas que queimam calorias. Pode-se matricular a criança em esportes infantis ou brincar com ela com uma bola, elástico ou outros jogos tradicionais. Confira algumas formas de aumentar a atividade física do seu filho. 

3. Alterações genéticas

No entanto, a carga genética também parece influenciar no peso. Ter pais obesos faz com que os filhos tenham mais chances de obesidade porque parecem transmitir os genes que causam essa doença. Além disso, os pais podem ser obesos devido à hábitos de vida não saudáveis, como não praticar atividade física e não ter uma alimentação balanceada, fazendo com que os filhos façam os mesmo erros que levam ao ganho de peso.

Algumas alterações genéticas que podem causar obesidade incluem:

  • Mutação no receptor Melanocortina-4
  • Deficiência de leptina
  • Deficiência de Propiomelanocortina
  • Síndromes como Prader-Willi, Bardet-Biedl e Cohern

O risco de o bebê ser um adulto obesa começa na gravidez, sendo maior quando a grávida é obesa ou faz uma má alimentação, consumindo muitos açúcares, gorduras e produtos industrializados.

Além disso, o excesso de estresse e o hábito de fumar também pode causar alterações nos genes do feto que favorecem a obesidade. Esse risco também aumenta quando a mulher aumenta de peso excessivamente durante a gravidez.

Como combater: A genética não pode ser mudada, por isso, o ideal é olhar pela saúde da criança desde a gravidez, mantendo o peso adequado e a alimentação saudável, e ensinar bons hábitos de vida, como alimentação rica em legumes, frutas, cereais integrais, e preferir atividades ao ar livre, para se manter em movimento, sempre que possível. 

4. Alterações da flora intestinal 

A flora intestinal de pessoas obesas é diferente da flora de pessoas com o peso adequado, apresentando uma menor variedade de bactérias que produzem vitaminas e que favorecem a absorção de nutrientes. A flora intestinal também é responsável por aumentar o trânsito no intestino, e por isso o excesso de peso também está ligado à prisão de ventre.

Como combater: Tomar um remédio probiótico, contendo milhões de bactérias boas para o intestino é uma boa forma de melhorar a flora intestinal, o que combate a prisão de ventre e também ajuda a emagrecer, e a se sentir mais saciado em menos tempo. Outra opção é o transplante de fezes. 

5. Alterações hormonais

Na obesidade, há uma alteração dos genes que produzem os hormônios que controlam o metabolismo, a sensação de fome e o acúmulo de gordura. Por isso, é comum que os obesos continuem comendo mesmo quando já estão saciados, o que favorece o aumento do peso. Algumas doenças que podem estar relacionadas são:

  • Hipotiroidismo
  • Síndrome de Cushing
  • Deficiência do hormônio de crescimento
  • Pseudohipoparatiroidismo

Como combater: É indicado preferir alimentos que saciam mais, que são os ricos em fibras. Determinar a quantidade de alimentos que vai ingerir numa refeição também é uma estratégia que funciona muito bem. Além disso, deve-se marcar sempre a hora em que será feita a próxima refeição, para não ficar comendo a toda hora. 

Assim, pode-se concluir que existem diversos fatores que estão relacionados ao peso excessivo na infância e nem todos podem ser eliminados. No entanto, sempre que uma criança está acima do peso os pais devem ter cuidado redobrado com a sua alimentação para que ela possa chegar ao peso ideal, evitando problemas de saúde e emocionais que estão ligados à obesidade. Veja tudo o que pode fazer para ajudar a criança com excesso de peso a emagrecer.

De acordo com a OMS – Organização Mundial da Saúde, existem 3 períodos críticos para o desenvolvimento da obesidade: a gestação da criança, período entre os 5 e os 7 anos e a fase da adolescência. Por isso, nestas fases é ainda mais importante manter uma alimentação saudável dentro e fora de casa. 

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