Plaqueta: o que é e para que serve


As plaquetas são pequenos fragmentos celulares derivados de uma célula produzida pela medula óssea, o megacariócito. O processo de produção do megacariócito pela medula óssea e fragmentação em plaquetas dura cerca de 10 dias e é regulado pelo hormônio trombopoietina, que é produzido pelo fígado e pelos rins.

As plaquetas desempenham papel essencial no processo de formação do tampão plaquetário, sendo fundamental para evitar grandes sangramentos, sendo, por isso, importante que a quantidade de plaquetas circulante no organismo esteja dentro dos valores normais de referência.

Esfregaço sanguíneo em que podem ser observadas em destaque as plaquetas

Esfregaço sanguíneo em que podem ser observadas em destaque as plaquetas

Principais funções

As plaquetas são fundamentais para o processo de formação do tampão plaquetário durante a resposta normal à lesão vascular. Na ausência de plaquetas, podem ocorrer vários vazamentos espontâneos de sangue em pequenos vasos, o que pode comprometer o estado de saúde da pessoa.

A função plaquetária pode ser classificada em três etapas principais, que são a adesão, agregação e liberação e que são mediados por fatores liberados pelas plaquetas durante o processo, bem como outros fatores produzidos pelo sangue e organismo. Quando há uma lesão, as plaquetas são imobilizadas para o local da lesão para impedir que haja sagramento em excesso.

No local da lesão, ocorre a interação específica entre a plaqueta e a parede celular, processo de adesão, e a interação entre plaqueta e plaqueta (processo de agregação), que são mediadas pelo fato de Von Willebrand que pode ser encontrado dentro das plaquetas. Além da liberação do fator de Von Willebrand, há a produção e atividade de outros fatores e proteínas relacionadas ao processo de coagulação sanguínea.

O fator de Von Willebrand presente nas plaquetas normalmente se encontra associado ao fator VIII da coagulação, que é importante para que haja ativação do fator X e continuidade à cascata de coagulação, resultando na produção de fibrina, que corresponde ao tampão homeopático secundário.

Valores de referência

Para que a cascata de coagulação e o processo de formação do tampão plaquetário ocorra de maneira correta, é preciso que a quantidade de plaquetas no sangue se encontre entre 150.000 e 450.000/ mm³ de sangue. No entanto, existem algumas situações que podem fazer com que a quantidade de plaquetas diminua ou aumente no sangue.

A trombocitose, que corresponde ao aumento na quantidade de plaquetas, normalmente não gera sintomas, sendo percebido por meio da realização do hemograma. O aumento no número de plaquetas normalmente está relacionado a alterações na medula óssea, doenças mieloproliferativas, anemias hemolíticas e após procedimentos cirúrgicos, por exemplo, pois há uma tentativa do organismo em evitar grandes sangramentos. Conheça outras causas do aumento de plaquetas.

A trombocitopenia é caracterizada pela diminuição da quantidade de plaquetas que pode ser devido a doenças auto-imunes, doenças infecciosas, deficiência nutricional de ferro, ácido fólico ou vitamina B12 e problemas relacionados a problemas no baço, por exemplo. A diminuição da quantidade de plaquetas pode ser percebida por alguns sintomas, como presença de sangramentos no nariz e nas gengivas, aumento do fluxo menstrual, presença de manchas roxas na pele e presença de sangue na urina, por exemplo. Saiba tudo sobre a trombocitopenia.

Como aumentar as plaquetas

Uma das possíveis alternativas para aumentar a produção de plaquetas é por meio da reposição hormonal de trombopoietina, já que esse hormônio é responsável por estimular a produção desses fragmentos celulares. No entanto, esse hormônio não está disponível para uso clínico, porém existem medicamentos que imitam a função desse hormônio, sendo capazes de aumentar a produção de plaquetas mais ou menos 6 dias após o início do tratamento, como o Romiplostim e o Eltrombopag, que devem ser utilizados conforme orientação médica.

O uso dos medicamentos, porém, só é recomendado após a identificação da causa da diminuição de plaquetas, podendo ser necessário a remoção do baço, uso de corticóides, antibióticos, filtração do sangue ou, até mesmo, transfusão de plaquetas. É importante também ter uma alimentação adequada e equilibrada, rica em cereais, frutas, legumes, verduras e carnes magras para ajudar no processo de formação de células sanguíneas e favorecer a recuperação do organismo.

O que são e principais funções das plaquetas

Quando é indicada a doação de plaquetas

A doação de plaquetas pode ser feita por qualquer pessoa que tenha mais que 50 kg e esteja bem de saúde e tem como objetivo auxiliar na recuperação da pessoa que está em tratamento para leucemia ou outros tipos de câncer, pessoas submetidas à transplante de medula óssea e cirurgias cardíacas, por exemplo.

A doação de plaquetas pode ser feita sem qualquer prejuízo para o doador, já que a reposição de plaquetas pelo organismo dura cerca de 48 horas, e é feita a partir da coleta de sangue total do doador que passa imediatamente por um processo de centrifugação, pra que haja a separação dos constituintes do sangue. Durante o processo de centrifugação, as plaquetas são separadas em uma bolsa especial de coleta, enquanto os outros componentes do sangue voltam para a corrente sanguínea do doador.

O processo dura em torno de 90 minutos e há uso de solução de anticoagulantes durante todo o processo para evitar a formação de coágulos e preservar as células sanguíneas. A doação de plaquetas só é permitida para mulheres que nunca estiveram grávidas e para pessoas que não fizeram uso de aspirina, ácido acetil-salicílico ou anti-inflamatórios não hormonais nos 3 dias antes da doação.

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