Saiba quais são as principais alterações no espermograma e o que podem indicar

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Os resultados do espermograma ajudam a identificar problemas no sistema reprodutor masculino, como obstrução ou mau funcionamento das glândulas, que podem estar causando dificuldades de fertilidade no homem, por exemplo.

Para isso, são avaliados vários parâmetros, como o volume, o pH e a concentração de uma amostra de esperma para identificar possíveis causas que devem depois ser examinadas isoladamente para confirmar o diagnóstico e iniciar o tratamento adequado. Saiba para que serve e como é feito o espermograma.

O resultado normal do espermograma deve incluir:

Aspectos macroscópico Valor normal
Volume Igual ou superior a 1,5 mL
Viscosidade Normal
Cor Branco Opalescente
pH Igual ou superior a 7,1 e inferior a 8,0
Liquefação Total até 60 minutos
Aspectos microscópico Valor normal
Concentração 15 milhões de espermatozoides por mL ou 39 milhões de espermatozoides totais
Vitalidade 58% ou mais espermatozoides vivos
Motilidade Igual ou superior a 32%
Morfologia Mais de 4% de espermatozoides normais
Leucócitos Inferior a 50%

Estes valores podem estar alterados sem que exista um problema, uma vez que a qualidade do esperma pode variar ao longo do tempo. Por isso, o urologista pode solicitar que o espermograma seja repetido 15 dias depois com o objetivo de comparar os resultados e verificar se, de fato, os resultados do exame estão alterados.

Resultado do Espermograma

Principais alterações identificadas no espermograma

Os principais problemas que podem ser identificados no espermograma incluem:

Problemas na próstata

Os problemas na próstata normalmente manifestam-se através de alterações na viscosidade do esperma e, nesses casos, o paciente pode precisar fazer toque retal ou biópsia da próstata para avaliar se há alterações na próstata. Veja quais são as principais alterações da próstata.

Azoospermia

A azoospermia é a ausência de espermatozoides na amostra de esperma e, por isso, manifesta-se através da redução do volume ou da concentração do esperma, por exemplo. As principais causas são obstruções dos canais seminais, infecções do sistema reprodutor ou doenças sexualmente transmissíveis. Saiba mais sobra a azoospermia.

Oligospermia

A oligospermia é a redução do número de espermatozoides, sendo indicado no espermograma como uma concentração inferior a 15 milhões por mL ou 39 milhões por volume total. A oligospermia pode ser consequência de infecções do sistema reprodutor, doenças sexualmente transmissíveis, efeito colateral de algum medicamento, como o Cetoconazol ou o Metotrexato, ou varicocele, que corresponde à dilatação das veias do testículo, causando acúmulo de sangue, dor e inchaço local. Veja quais são os sintomas da varicocele.

Astenospermia

A astenospermia é o problema mais comum e surge quando a motilidade ou a vitalidade apresentam valores inferiores ao normal no espermograma, podendo ser causada por excesso de estresse, alcoolismo ou doenças autoimunes, como lúpus e HIV, por exemplo.

Teratospermia

A teratospermia é caracterizada por alterações na morfologia dos espermatozoides e pode ser provocada por inflamações, malformações, varicocele ou uso de drogas.

Estes problemas podem resultar em infertilidade ou apenas em dificuldade do espermatozóide em fecundar o óvulo, dependendo do seu grau. No entanto, existem alguns tratamento, que podem ser indicados pelo urologista, e que podem aumentar as chances de engravidar.

Outras alterações

Além das alterações já citadas, pode ser indicado no espermograma o número aumentado de leucócitos no sêmen, denominado leucospermia, que pode ser sinal de infecção.

Outra alteração pode envolver tanto a motilidade quanto a quantidade de espermatozóides presentes no sêmen, sendo denominada oligoastenospermia.

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