Vacina contra HIV – Tua Saúde

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A vacina contra o vírus HIV encontra-se em fase de estudos, sendo pesquisada por cientistas em todo mundo, mas ainda não existe uma vacina que seja realmente eficaz. Ao longo dos anos houveram muitas hipóteses de que a vacina ideal teria sido encontrada, no entanto, todas elas perderam seu efeito.

Entenda porque o HIV ainda não tem uma vacina eficaz e as barreiras encontradas até o momento. 

Porque o HIV ainda não tem vacina 

Basicamente o vírus HIV ainda não tem uma vacina eficaz porque o vírus se comporta de forma diferente dos outros vírus como a gripe ou catapora. No caso do HIV o vírus afeta uma das mais importantes células de defesa do corpo, o glóbulo branco, que é o linfócito T CD-4, que comanda a resposta imune de todo corpo. As vacinas ‘normais’ oferecem uma parte do vírus vivo ou morto, o que é suficiente para fazer o corpo reconhecer o agente agressor e estimular a produção de anticorpos contra esse vírus.

No entanto, no caso do HIV, não basta somente estimular a produção de anticorpos, porque isso não é suficiente para que o corpo possa combater a doença. Pessoas soropositivas tem muitos anticorpos circulantes em seu corpo, mas isso não é suficiente, porque eles não são capazes de eliminar o vírus HIV. Assim, a vacina contra o HIV deverá funcionar de forma diferente dos outros tipos de vacinas existentes contra os vírus mais comuns. 

Vacina contra HIV

O que dificulta a criação da vacina do HIV 

Um dos fatores que dificulta o desenvolvimento de uma vacina eficaz contra o HIV é que este vírus se replica de forma diferente dentro do corpo da pessoa, e mesmo que uma vacina seja descoberta contra um tipo de replicação, ao haver essa mutação dentro do corpo, a vacina perde seu efeito e a pessoa deixa de estar protegida. 

Um outro fator que dificulta os estudos é que o vírus HIV não é agressivo nos animais, e por isso, os testes só podem ser realizados com macacos (porque tem um DNA muito parecido com humanos) ou nos próprios seres humanos. As pesquisas com macacos são muito caras e tem regras muito restritas para proteção dos animais, que tornam essas pesquisas nem sempre viáveis, e em seres humanos não não existem muitas pesquisas que tenham passado da 2ª fase de estudos, que explicamos a seguir. 

Como as vacinas são criadas 

Vacina contra HIV

O processo de criação das vacinas passa por 3 fases diferentes:

Fase 1:

Uma vacina experimental é testada com fragmentos do vírus num pequeno número de pessoas, por exemplo 100, e é observado como seu corpo reage depois da vacina e quais efeitos colaterais surgem. Essa fase dura em média 2 anos, e se houverem resultados satisfatórios, a vacina passa para a 2ª fase. Muitas vacina contra o HIV já passaram por esse momento de esperança. 

Fase 2:

A mesma vacina passa a ser testada por um número maior de pessoas, por exemplo 1000 pessoas, e além de observar como seu corpo reage e os efeitos colaterais, tenta-se descobrir se diferentes doses são eficazes, a fim de econtrar a dose adequada, que tenha menos efeitos nocivos, mas que seja capaz de proteger todos as pessoas, em todo mundo.

Como o vírus HIV possui muitos subtipos ao redor do mundo, normalmente as pesquisas encontram mais dificuldade nesse ponto, porque a vacina pode proteger de um determinado tipo de vírus, que pode ser mais frequente na África, mas não protege a pessoa de todos os tipos, em todo mundo, não sendo considerada eficaz, porque ao entrar em contato com o vírus a pessoa é contaminada, e pode desenvolver AIDS, o que é antiético. Existem diversas pesquisas em todo mundo, nessa fase, sendo necessária uma cooperação à nível mundial. 

Fase 3:

Supondo que a mesma vacina tenha encontrado sucesso até a fase 2, ela passa para a terceira fase que consiste em aplicar esta vacina num maior número de pessoas, por exemplo 5 mil, e observar se elas realmente ficam protegidas ou não.

No entanto, não se pode dizer às pessoas que fazem parte desta pesquisa que elas devem ter comportamento de risco, sendo obrigatório que tenham os mesmos cuidados para se proteger da contaminação, usando camisinha e não usando seringas compartilhadas, o que diminui muito o risco de serem infectadas, e de poder avaliar a eficácia e segurança da vacina em estudo. 

Tipos de vacina do HIV 

Existem 2 tipos diferentes de vacina, a vacina para prevenção do HIV, onde são focados grande parte dos estudos, e também a vacina terapêutica, que ajuda no tratamento contra o HIV, essa já existe e tem sido usada em combinação com os antirretrovirais, com sucesso em muitos países. Saiba mais sobre os avanços em relação à cura do HIV, e como a vacina terapêutica tem sido usada em pacientes soropositivos. 

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